Terrivelmente
alvejada por dois tiros ao peito...
Falta-me
o ar, e já não ouço as batidas do coração, que mesmo antes disso,
Já
era pequeno, já era aflito.
Suicídio...
Penso no que fiz... Reflito.
Um
suicídio diferente, pois não fui eu quem apertou o gatilho...
Mas
a dor é a mesma, tudo é igual.
Se tempos
antes disso alguém tivesse me dito que era algo fatal...
Morro
dia após dia, morro sempre da mesma maneira.
Dois
tiros ao peito, um grito inaudível e uma falta de paz que me incendeia.
Porque
choro hoje, me lembro hoje, me desespero e descabelo hoje,
Se
amanhã, morrerei novamente?
Às
vezes queria morrer pra sempre.
Só
pra não ficar sofrendo essa dor, repetidas vezes,
Tão
insistente.
Que
me joga à face, uma verdade, da qual não fui feita pra aguentar...
Porque
é tão difícil, apenas, aceitar?
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