Só
poderá me entender, quem já olhou em volta,
E
não enxergou sentido,
Só
poderá me entender quem já se sentiu dividido,
Tal
qual uma refém do juízo,
Tentando
voltar para casa, para o amor.
Só
será capaz de me compreender,
Aquele
que perceber, que também tem medo do calor.
Pois,
mesmo que necessário,
Pode
queimar, mesmo que fraco, pode não bastar...
Não
sei se saberei lidar, dosar...
E
o tempo para pensar, já perdi, e agora,
Corro,
ainda que cheia de dúvidas,
Atrás
do que eu não escolhi.
Tento
sair, a todo instante,
Deste
buraco confuso, sem fundo, onde me meti.
Será
possível que ainda sã,
Eu
consiga um final feliz?
Já
estou farta de buscar pelo entendimento,
E
ser da vida eterna aprendiz,
Eu
quero não ter medo,
Quero
enfim fazer uma escolha com certeza.
O
tempo do qual eu preciso para analisar tudo, corre,
Desespera-me,
tira das minhas mãos frias toda a destreza.
E
em meio a tudo isso,
Enxergam
em mim, algo de beleza e descuido.
Meus
estresses se procriam, já não há outro pensamento,
Que
não o incontentamento, de não resolver isto tudo.
Por
favor, se pretendes entrar,
Traga
luz e uma pá,
Pra
ver se limpamos e concertamos esse meu mundo...
E
se não tiveres resposta que me sirva,
Se
me criticares e não atender à expectativa,
Pedirei
que se retire,
Pedirei
que me torne novamente apenas aquela tua amiga,
A
qual abraça, acha graça, mas não divide a vida.
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