Gritou-me
desesperada.
Mantive-me
calada.
-Não
se atreva a procurar!
Quase
me bate e me disse,
-Não
dê tanta trela a saudade!
Ela
diz como se soubesse,
Como
se pudesse me entender,
Como
se sentisse o que sinto no nível de poder me punir,
E
por eu interceder.
Já
eu quieta no canto,
Ela
me ouve chorar me diz,
-O
que há contigo menina?
-É
tão fraca que não consegue aguentar?
Ela
não me entende e nem quando choro se comove,
Continua
me importunando,
Enquanto
vejo meu olho gotejar,
Mas
se quer saber,
Acho
que o que ela sempre quis foi me ajudar,
Ao
seu modo, frio e maduro.
Ela
foi quem me tirou do escuro,
Mas
já nem agradeço, pois debaixo de toda essa claridade,
Desprotegida
e deprimida permaneço.
Pereço.
Diz-me:
-Meu
nome é razão e não é à toa,
Você
fica melhor ao meu lado,
Por
mais que lhe doa...
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