quinta-feira, 17 de maio de 2012

Conversas invisíveis.



Gritou-me desesperada.
Mantive-me calada.
-Não se atreva a procurar!
Quase me bate e me disse,
-Não dê tanta trela a saudade!
Ela diz como se soubesse,
Como se pudesse me entender,
Como se sentisse o que sinto no nível de poder me punir,
E por eu interceder.
Já eu quieta no canto,
Ela me ouve chorar me diz,
-O que há contigo menina?
-É tão fraca que não consegue aguentar?
Ela não me entende e nem quando choro se comove,
Continua me importunando,
Enquanto vejo meu olho gotejar,
Mas se quer saber,
Acho que o que ela sempre quis foi me ajudar,
Ao seu modo, frio e maduro.
Ela foi quem me tirou do escuro,
Mas já nem agradeço, pois debaixo de toda essa claridade,
Desprotegida e deprimida permaneço.
Pereço.
Diz-me:
-Meu nome é razão e não é à toa,
Você fica melhor ao meu lado,
Por mais que lhe doa...

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