sexta-feira, 18 de maio de 2012

Conversas invisíveis, parte II


Ele me fitara distante,
Implorava-me aos berros
-Ligue, procure se encante!
E eu, tão confusa, me mantive obtusa.
-Vamos logo, não seja boba, acredite, busque, se importe!
-Não vê que a saudade lhe faz bem,
Ter quem querer lhe faz alguém!
Permaneci desconfiada.
Puxou-me pelo braço, deu-me um tapa e depois uma afagada.
-Menina! Vamos comigo, sinta, deixe de ser malcriada!
-Sem mim e sem com quem, você vai continuar onde está,
Sem ser ou querer nada!
Mantive-me consternada.
Fiquei pensando por horas no que ele me dizia.
Fitando-me, ele a testa franzia.
-Menina me queira se eu pudesse bem lhe faria!
Eu respondi,
-Mas assim, agora, sem tempo nem certeza?
Ele me respondeu pronto em sua sutileza...
-Menina, sou coração, sou feito de amor,
Tenha certeza de que o caminho que lhe aponto trará
A tua vida algum novo sabor!
-Só quero teu bem, entenda que me seguir não é qualquer estupor!
-Por favor, ouça meu clamor e vamos juntos encontrar aquele,
Com quem vai querer fugir pra onde for!
-Ouça-me, será encantador.

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