terça-feira, 5 de junho de 2012

Eu e minhas filosofices.


Por volta de horas aprofundadas pela noite,
Pela tristeza e pela falta de clareza,
Ponho-me a filosofar sobre minhas incertezas...
E se eu de repente tivesse a coragem de lhe falar
E fosse duma vez só descoberto por mim que era mentira?
E se não digo, e depois com o passar do tempo te
Perco de uma vez, me tomo por uma grande ira?...
E se não é e nunca foi resposta, o que foi,
Foi apenas uma mão estendida em meio a tantos que me
Deram as costas?
Se for apreço, seguido de carência e consternação?
E se fores ela, não só tu, digno de minha obsessão?
E se em meio aos dois amores de diferentes sabores
Perder-me e não mais me achar?
E se nenhum nem outro depois de certo o amor,
Quiser-me?
E se eu inventar que desisto, amanhã já não penso
Em outro olhar qualquer?...
Quisera eu, ao terminar a noite sombria,
Ver-me amanhecer os pensamentos de paz.
Assim como faz o dia!
Quisera eu, ter tanta vontade por tanto tempo,
A ponto de lhe gritar aos ventos meu firmamento...
Pregando-lhe que a vida será como o fim de uma canção deve ser...
Mostrando que as conclusões e os pensamentos,
Sempre vão se acabar sem que possa entender...
Vai rir-se de mim, irei beijar-te e dali
Nosso futuro vai nascer.

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