Por
volta de horas aprofundadas pela noite,
Pela
tristeza e pela falta de clareza,
Ponho-me
a filosofar sobre minhas incertezas...
E se
eu de repente tivesse a coragem de lhe falar
E
fosse duma vez só descoberto por mim que era mentira?
E se
não digo, e depois com o passar do tempo te
Perco
de uma vez, me tomo por uma grande ira?...
E se
não é e nunca foi resposta, o que foi,
Foi
apenas uma mão estendida em meio a tantos que me
Deram
as costas?
Se
for apreço, seguido de carência e consternação?
E se
fores ela, não só tu, digno de minha obsessão?
E se
em meio aos dois amores de diferentes sabores
Perder-me
e não mais me achar?
E se
nenhum nem outro depois de certo o amor,
Quiser-me?
E se
eu inventar que desisto, amanhã já não penso
Em outro
olhar qualquer?...
Quisera
eu, ao terminar a noite sombria,
Ver-me
amanhecer os pensamentos de paz.
Assim
como faz o dia!
Quisera
eu, ter tanta vontade por tanto tempo,
A
ponto de lhe gritar aos ventos meu firmamento...
Pregando-lhe
que a vida será como o fim de uma canção deve ser...
Mostrando
que as conclusões e os pensamentos,
Sempre
vão se acabar sem que possa entender...
Vai
rir-se de mim, irei beijar-te e dali
Nosso
futuro vai nascer.
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